terça-feira, 29 de novembro de 2016

Arifureta - Prólogo

Nas trevas, a luz rapidamente desapareceu. Mesmo inconsciente, a mão estendeu-se para alcançar o nada, enquanto caindo havia uma sensação de aperto na região do nether. O rosto de Nagumo Hajime se distorceu com medo conforme a luz desaparecia de sua visão.

Atualmente, Hajime está caindo em um profundo penhasco que parece com a entrada para o inferno. A única luz visível é a luz que ilumina o chão acima. Conforme ele continua a cair, a luz não mais o alcança, os arredores se tornam negros, Hajime procura a masmorra, e sobres os cervicais dos lados ele viu uma lanterna giratória conforme o som do vento passava por ele.

Sendo eu mesmo um Japonês, a inequalidade que ele provou quando veio a este mundo foi muito difícil de representar em palavras e a esperança que este mundo da fantasia iria livrá-lo disso, a história atual do desfortúnio que ele provou em forma progressiva.

*****

Segunda, o mais melancólico de todos os dias da semana apenas começou. Para a maioria das pessoas, à essa hora da semana iriam suspirar, enquanto o dia anterior seria o céu para eles.

E Nagumo Hajime não era uma exceção para essa noção. Entretanto, no caso do Hajime, não era apenas um incomodo, a aconchegante escola estava associada com um sentimento muito ruim, provavelmente porque ele estava deprimido. Como sempre, quando o último sino tocou na escola, ele abriu a porta da sala com seu corpo cansado de manter-se acordado a noite inteira.

Naquele momento, Hajime recebeu olhares e estalares de língua da maioria dos estudantes masculinos da sala. As garotas também não tinham uma expressão amigável. Estaria tudo bem se as pessoas fossem indiferentes, mas havia aqueles que tinham uma expressão de desprezo direcionada a ele.

Hajime tentou ignorar conforme ele seguia para seu assento, mas sempre havia pessoas que iam mexer com ele todas as vezes.

“Hey Kimoota*! Você jogou a noite inteira de novo? Eu imagino se era um eroge?”
(TN: Kimoota é a forma mais baixa da raça otaku, supostamente carregando um par de pontos negativos adicionais quando comparado com o "normal" Otaku - estereotipicamente isso seria coisas como falta de higiene, falta deliberada de emprego, comportamento potencial de stalker ou mesmo um desrespeito agressivo para o mundo, além de seu tópico particular de obsessão. Tecnicamente tudo o que faz dele um incômodo direto para os outros conta aqui.)

“Uwa, nojento. Ficando acordado a noite inteira para jogar eroge é super nojento.”

O que diabos eles acham engraçado para gargalhar? A gargalhada veio de Hiyama Daisuke. Ele é o líder dos estudantes que incomodam Hajime em sua rotina diária. Os três próximos à ele com as risadas estúpidas eram Saito Yoshiki, Kondo Reiichi, e Nakano Shinji, esses quatro são os que pegam no pé do Hajime mais frequentemente.

Como Hiyama disse, Hajime é um otaku. A aparência de Hajime ou seu comportamento não eram tão ruins para ser chamado de Kimoota ou ser ridicularizado. Seu cabelo é aparado curto e ele não tem um cabelo desgrenhado de cama. Ele não tem uma personalidade assertiva, mas isso não significa que ele é anti-social, além disso ele claramente responde as pessoas. Ele é quieto, mas ele não dá uma sensação de esquisitice. Hajime simplesmente gosta de coisas como manga, light novels, jogos e filmes.

O criticismo que os otakus recebem da sociedade é certamente forte, falando no geral o grau de ridículo varia mas nunca chega a hostilidade aberta. Ainda, por que todos esses estudantes masculinos mostram desprezo desenfreado e hostilidade?

A resposta é, uma garota.

“Nagumo-kun, Bom Dia! Quase atrasado, como sempre, você devia vir mais cedo.”

A garota anda até Hajime enquanto sorri. Nessa turma, não, espera, nessa escola inteira, ela é uma das poucas exceções que trata Hajime amigavelmente.

Seu nome é Shirasaki Kaori. Ela é conhecida como uma das duas deusas da escola, popular entre ambos estudantes homens e mulheres e conhecida por sua bela aparência. Kaori tem longos cabelos negros lustrosos que alcançam seu peito, e grandes, levemente sorridentes, olhos que passam um sentimento de gentileza. Ela tem um nariz de ponte reto que é pequeno, e finos lábios de cor Sakura arranjados à perfeição.

Sempre a garota com o sorriso inacabável, é muito cuidadosa e tem um forte senso de responsabilidade que frequentemente as pessoas, independente do ano escolar, depende da ajuda dela. Ela é sempre vista com uma expressão sincera sem desprazer, por isso é difícil acreditar que ela é apenas uma estudante escolar.

Então, por que alguém como Kaori trata Hajime tão bem? Isso causou muitas noites de insônia para Hajime e o corpo estudantil (ele tirou notas na média como resultado), era pensado que era por conta da boa natureza de Kaori que garantiu esse tipo de tratamento.

Agora, a atitude da turma de Hajime devia melhorar, se Kaori estivesse apenas lidando com um Ikemen então isso seria aceitável, infelizmente, Hajime era muito comum, em mão de sua reputação de “uma vida de hobbies” não viu uma melhoria na atitude contra ele. Que tal pessoa como o Hajime possa ser tão amigável com Kaori, os estudantes masculinos comuns não podiam aguentar isso. Frequentemente eles pensam “Por que é só ele?”. As estudantes femininas simplesmente por acreditarem que Hajime está tirando vantagem da natureza gentil da Kaori, parecem desconfortáveis com ele.
(TN: Um Ikemen é um homem de boa aparência.)

“Ah, Bom Dia, Shirasaki-san.”

Uwa, é a Saki?! É o que ele queria dizer, mas ele viu o brilho nos olhos e apenas contorceu seu rosto em desconforto enquanto retornava o comprimento.

E Kaori apenas vestia uma expressão alegre. Por que ela tem tal expressão? Ainda mais o olhar era tão penetrante que ele podia sentir o fluir do suor frio. Hajime se perguntava toda vez. Por que alguém como a Kaori, que é adorada como a mais bonita de toda a escola, associou-se com ele. Nos olhos de Hajime, havia apenas algo sobre a natureza de Kaori que ele não pensou ainda.

Entretanto, ele não iria lisonjear-se pensando que eram sentimentos românticos. Hajime mesmo, havia abandonado a auto-consciência em sua busca de seus hobbies. Por causa da sua falta de auto-consciência, sua aparência era na média e assim era sua habilidade atlética. Então quando você o compara com ela, ele não estava nem perto de ser bom o bastante. Portanto, a atitude dela era um mistério.

Além disso, você pode ser um pouco mais consciente da tempestade Saki! Eu digo em meus pensamentos inocentes. Se eu dissesse isso alto, eu não duvido que alguém iria me levar para atrás do ginásio...

Quando ele tentou terminar a conversa aqui, três estudantes chegaram mais perto.

“Nagumo-kun, Bom Dia. É problemático todo dia.”

“Kaori, você está cuidando dele de novo? Realmente, Kaori é realmente gentil.”

“Sinceramente, não importa o que você diga para esse cara desmotivado, não vai funcionar.”

O nome da garota que o cumprimentou, dos três, é Yaegashi Shizuku. A melhor amiga da Kaori. Sua marca comercial é seu longo cabelo preto preso em um rabo de cabalo. Seus olhos levemente abertos eram afiados, mas lá dentro tem um sentimento de suavidade, isso dá à ela a impressão de ser legal ao invés de fria. Ela é alta para uma garota, com 1,72 m, sua postura e físico são muito dignos e parecido com os de um samurai.

Na verdade, a família dela é dona de um dojo de Kenjutsu. Shizuku mesmo é uma veterana do estilo de sua família. Desde que ela era criança, ela nunca perdeu em um torneio. Atualmente ela aparece em revistas como a “Bela Espadachim”, ela até tem alguns fãs obstinados.

As alunas mais novas a chamam de “Onee-sama” por causa de sua admiração.

Próximo, o que falou um pouco desajeitadamente para Kaori foi Amanogawa Kouki. Apenas como seu nome ele é o homem perfeito, boa aparência, atlético, esperto, e boa personalidade. Ele tinha cabelo castanho sedoso e olhos gentis. Seu corpo é torneado e magro com cerca de 1,80 m. Kouki era gentil com todo mundo e tinha um forte senso de justiça. Já que desde criança ele atende ao dojo de Kenjutsu Yaegashi. Como Shizuku, ele é um atleta de nível nacional. Shizuku e ele são amigos de infância. Dezenas de garotas haviam se apaixonado por ele, mas ele está sempre perto da Kaori e Shizuku então as outras garotas ficam hesitantes de confessar seus sentimentos. Ainda assim, ele é um cara popular que recebe confissões ao menos duas vezes por mês de todo lugar.

A última pessoa era um homem com um sentimento bem imprudente chamado Sakagami Ryutaro, o melhor amigo de Kouki. Ele é um cérebro de músculos e não se importa com os detalhes das coisas. Seu físico é com um urso e ele é alto com cerca de 1,90 m. Os olhos que ele tem mostram diversão e nitidez. Ryutaro é um individuo muito cabeça quente que gostam de outros que se esforçam como ele, ele não gosta do Hajime por causa de sua abordagem sem brilho para a vida. Mesmo agora, ele escolheu ignorar o Hajime.

“Ohayo, Yaegashi-san, Tennokawa-kun, Sakagami-kun. Haha, Maa, não tem como ajudar já que é minha culpa.”

Para o cumprimento deles, Hajime apenas deu um sorriso amargo. “Droga, que palavras egoístas você disse, Yaegashi-san? Aaa?” Ele queria dizer, mas uma encarada o parou. Ambas as garotas eram muito populares, a reputação de Shizuku não perderia para Kaori.

“Se você sabe disso, por que não concerta? Eu acho que você está bajulando sobre a gentileza da Kaori. Kaori não está apenas tentando te incomodar.”

Kouki avisa Hajime. Nos olhos de Kouki, Hajime não está tomando a gentileza da Kaori com nenhuma sinceridade. Não é como se ele quisesse ser tratado como um bebê! Pelo contrário, apenas me deixe sozinho! Ele queria argumentar, mas teria ainda mais problemas caso o fizesse. Não tem porque argumentar com o Kouki porque ele sempre sente que está certo.

Mesmo que ele o peça para “concertar” meus hobbies, seus hobbies estavam no centro de sua vida. Por que, seu pai é um criador de jogos e sua mãe uma mangaka shoujo, no futuro ele quer pegar um trabalho de meio-período na companhia de seu pai ou na área de trabalho de sua mãe.

Ele já estava praticando suas habilidades, e todos os seus hobbies eram perfeitos para seus planos. Hajime não sentia necessidade de mudar seu estilo de vida, porque ele já havia pensado seriamente sobre isso. Se Kaori não tivesse tido um interesse em Hajime, ele teria vivido uma quieta vida estudantil.

“Iya~Ahaha...”

Portanto, rindo, Hajime deixou passar. Entretando, a deusa da inconsciência jogou uma bomba como sempre.

“Kouki-kun, o que você está dizendo? Eu estou falando com o Nagumo-kun porque eu quero.”

Zawatto*, a classe ficou barulhenta. Os estudantes masculinos encararam e cerraram os dentes para Saki com isso. O grupo do Hiyama começou a considerar se eles podiam pegar o Hajime durante a pausa pro almoço.
(Zawatto: Onomatopeia de barulho)

“Oh?...Aa, mesmo, Kaori é tão legal.”

Kouki pareceu ver a resposta de Kaori como um valor à dignidade do Hajime. Kouki era uma boa pessoa, mas lhe faltava a percepção para entender o significado do que está sendo dito. Hajime tomou esse tempo para olhar para o céu para escapar dessa situação estranha.

“...Me desculpe? Eu não quero ser rude para vocês dois, mas...”

Naquele lugar, a pessoa com o melhor entendimento de pessoas, Shizuku, secretamente se desculpou para o Hajime. Hajime respondeu com um “Sem escolha” com um sorriso sarcástico e um balançar de ombros.

Naquela hora tocou o sinal indicando o inicio da aula, conforme o professor deles entrava na sala de aula. O professor passou a informação usual. E Hajime começou a sonhar acordado, conforme a aula começava.

Olhando para o Hajime, Kaori sorriu, Shizuku apenas sorriu de canto, os garotos estavam estalando suas línguas e as garotas estavam direcionando olhares de escárnio.

*****

Eu retornei à consciência ao sentimento do barulho da turma. Desde que ele tinha seu sono habitual, ele sabia quando acordar. O sentimento que ele teve agora pouco significa que está na pausa pro almoço.

Hajime levanta a cabeça de sua mesa e pega seu lanche básico com um ruído. Olhando ao redor, as pessoas que estavam comprando lanche já estavam fora da sala, então o número de pessoas na sala estava diminuindo. Ainda assim, havia cerca de 2/3 da sala com seus bentos sobrando, enquanto a professora de estudos sociais do 4º período deles estava conversando com alguns alunos perto do pódio.

Ji~yururu, ki~yupon!

Imediatamente, Hajime tentou tirar um cochilo após comer seu almoço. Entretanto, uma certa deusa não iria permitir isso, para Hajime ela era o diabo, sorrindo ela se aproximou da mesa do Hajime.

Hajime secretamente gemeu “Droga!”. Ele parecia especialmente sonolento nas Segundas. Geralmente, antes de Kaori e os outros interagirem com ele, ele iria achar um lugar para dormir, mas aqueles dois dias sem dormir haviam tirado o melhor dele.

“Nagumo-kun, que raro encontrar você na classe no almoço. Obento? Se você quiser, vamos comer juntos.”

Mais uma vez, uma atmosfera perturbada encheu a sala, Hajime gritou em seu coração. Não, por que você presta atenção em mim agora? Sem querer, um dialeto desconhecido quase escapou de sua boca. Hajime tentou recusar.

“Ah, obrigado pela oferta, Shirasaki-san. Entretanto, eu já terminei de comer então por que você não se junta aos outros?”

Conforme ele dizia, ele mostrou à ela sua lancheira que estava completamente vazia. Para recusar tal oferta as pessoas pensariam “Quem é esse cara?”, mas é melhor do que o constante incomodo que ele iria pegar.

Entretanto, uma recusa de tão baixo nível não era o suficiente para fazer a Deusa para de tentar.

“Eh! Você só come esse tanto? Isso não é bom, você devia comer o suficiente. Eu vou te dar um pouco do meu!”

Me dá um tempo! Note isso! Note a atmosfera!

Repentinamente, meus salvadores chegaram, quando eu comecei a produzir suor frio por causa da crescente pressão. Era o grupo do Kouki.

“Kaori. Vamos comer juntos. Parece que Nagumo não dormiu o suficiente ainda. Eu não vou permitir esse dorminhoco saborear a deliciosa comida da Kaori.”

Kaori apenas ri refrescantemente da resposta presunçosa de Kouki. Kouki apenas ri e começa a conversar. Ainda, os quatro mais famosos estudantes estavam reunidos em volta da mesa do Hajime e isso não permitiu os olhares diminuírem.

Já, esses caras estão em seus próprios mundos. Não importa como você olhe para esses 4, eles estão presos em sua própria atmosfera. Por favor, alguém de outro mundo me invoque.

Hajime tenta escapar da realidade. Quando ele está prestes a se afastar, ele congela.

Em frente à seus olhos, uma complexa formação de matrizes de círculos brancos como a neve aparece. Os estudantes também notam o estranho fenômeno. Eles observam conforme os padrões e a força que segura ele começa a segurar os outros estudantes, ele acredita que seja uma formação magica.

A formação magica fica gradualmente mais brilhante e logo se expande para o tamanho de toda a sala de aula. Quando os alunos finalmente processaram a situação eles tentam se mover e gritar. Quando a formação começa a brilhar, Aiko-sensei grita “Todo mundo pra fora”, mas nessa hora a formação explode.


A luz cobre a classe inteira por alguns segundos, então alguns minutos. Quando finalmente clareia, ninguém sobrou na sala de aula. A sala de aula estava desprovida de vida humana, apenas seus pertences, que não estavam com eles,  foram deixados para trás.


O mundo iria mais tarde chamar isso de acidente “Afastados”, mas isso é para uma outra hora.


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